
França É Bicampeã Mundial em Final Frenética de Seis Gols
França 4x2 Croácia: a eletrizante final da Copa 2018! 6 gols, VAR e reviravoltas. A glória francesa e a admirável resiliência croata em um jogo histórico.
Aquele 15 de julho de 2018, no imponente estádio Luzhniki em Moscou, não era apenas mais um dia. Era a culminação de um mês de paixão global, a final da Copa do Mundo, um confronto que opunha a França, com seu elenco estelar e pragmatismo eficiente, à surpreendente e resiliente Croácia. Havia uma atmosfera eletrizante no ar, a promessa de um espetáculo grandioso, e ninguém poderia prever a montanha-russa de emoções que estava prestes a se desenrolar diante de nossos olhos.
O jogo começou e, com ele, uma avalanche de eventos. Um gol contra infeliz de Mandzukic, logo aos dezoito minutos, deu à França uma vantagem precoce, um golpe duro para a Croácia que havia dominado os primeiros instantes. Mas a Croácia, aquela seleção de corações gigantes, não se abalou. Perisic, poucos minutos depois, com um chute preciso e potente, calou a euforia francesa e reacendeu a chama da esperança croata. O empate era justo, o jogo estava aberto, vibrante. Então, o VAR, protagonista e vilão em várias ocasiões naquele torneio, entrou em cena. Um toque de mão de Perisic, um pênalti assinalado, e Griezmann não perdoou, recolocando a França na frente pouco antes do intervalo. Era um placar elástico para um jogo tão disputado, mas a final prometia ainda mais.
O segundo tempo trouxe a explosão francesa, a confirmação de uma geração de ouro. Pogba, com sua classe e visão de jogo, desferiu um chute colocado que ampliou a vantagem. Em seguida, Mbappé, o jovem prodígio que havia encantado o mundo, consolidou a goleada com um arremate de fora da área. A França celebrava, parecia que o título estava selado. Mas a Croácia, em sua eterna batalha, recusava-se a desistir. Até o goleiro francês, Hugo Lloris, decidiu adicionar um toque de drama ao espetáculo, cometendo um erro primário que Mandzukic, o mesmo do gol contra, aproveitou para diminuir. A diferença ainda era de três gols para a França, mas aquele momento, por um instante, reacendeu uma faíxa de esperança na torcida croata.
Os minutos finais foram uma ode à resiliência croata, que lutou até o último apito, e à consistência defensiva francesa, que soube segurar a vantagem. O apito final veio, e com ele a explosão de alegria do lado francês. Deschamps, que já havia levantado a taça como jogador, fazia história novamente como treinador. A França era bicampeã mundial, um feito merecido para uma equipe que soube ser letal nos momentos certos. A Croácia, apesar da derrota, saiu de campo ovacionada, seus jogadores com a cabeça erguida, cientes de que haviam conquistado o respeito e a admiração do planeta com sua jornada inspiradora e seu espírito inquebrantável. Foi uma final de seis gols, de reviravoltas, de glória e de um valoroso esforço que ficará para sempre na memória.







